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Reativação do Ramal da Alfândega entre Campanhã e Centro Histórico mostra-se atrativa e competitiva

Reativação do Ramal da Alfândega entre Campanhã e Centro Histórico mostra-se atrativa e competitiva

Reativar o Ramal da Alfândega, seja por via rodoviária ou ferroviária, mostra-se uma solução com elevado potencial de procura, e uma eventual concessão seria "financeiramente sustentável e atrativa". Estudo da STCP Serviços foi apresentado na reunião de Executivo desta segunda-feira e comprova o potencial daquela artéria, criando uma ligação competitiva entre Campanhã e o Centro Histórico à cota baixa.

De acordo com as conclusões, apresentadas pela gerente da empresa, Teresa Stanislau, a linha deveria fazer a linha – em sistema vaivém – entre duas estações, descartando uma paragem nas Fontaínhas, que "representa um investimento muito elevado face à procura expectável".

Ainda que a opção por uma solução de veículos autónomos se apresente como "a ideal caso o canal fosse totalmente segregado", poderá tornar-se incompatível com o projeto de Alta Velocidade.

Descartada a coexistência de ciclovia e transporte público, a STCP Serviços conclui que "uma solução de transporte rodoviária permite maior flexibilidade de implementação, mas representa uma menor perceção de segurança". Por outro lado, "uma solução ferroviária é mais atrativa para a indústria numa lógica de inovação e soluções inteligentes, pelo que limitar o modo de transporte pode excluir à partida soluções viáveis e interessantes". Anda que, como diz Teresa Stanislau, "qualquer opção apresente vantagens e desvantagens, a diferença de investimento de uma para a outra é quase o dobro: 10,7 milhões de euros para a primeira e quase 22 milhões para a segunda".

O estudo projetou, ainda, um cenário de concessão do transporte no Ramal da Alfândega por um período de 15 anos, concluindo que esta se apresenta "financeiramente sustentável e atrativa para o concessionário", permitindo "dotar a cidade de uma ligação direta Campanhã - Centro Histórico sem custos acrescidos para o Município".

Certa é, também, a procura por parte da população, com a empresa a projetar que cerca de 2.800 passageiros utilizariam aquele ramal, todos os dias, para se deslocar entre Campanhã e a Alfândega, a maioria nacionais e não turistas, justificando o investimento.

"Se imaginarmos que, em 2028, gostaríamos de ter o Centro Histórico pedonalizado, este pode ser um passo decisivo", sublinhou Rui Moreira. Considerando "o enorme potencial da revitalização do Ramal da Alfândega, em termos de externalidades", o presidente da Câmara do Porto acrescenta que "isto só pode ser visto à luz de uma grande ambição".

Fonte: Porto.